Psycho é um filme de suspense e terror psicológico estadunidense de 1960 produzido e dirigido por Alfred Hitchcock. Seu roteiro, escrito por Joseph Stefano, foi baseado no romance homônimo de 1959 de Robert Bloch. O filme é estrelado por Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin e Martin Balsam. A trama gira em torno de um encontro entre a fugitiva Marion Crane (Leigh) e o tímido proprietário de um motel Norman Bates (Perkins) e suas consequências, nas quais um investigador particular (Balsam), o amante de Marion, Sam Loomis (Gavin), e sua irmã Lila (Miles) investigam seu desaparecimento.

Psycho foi visto como um afastamento do filme anterior de Hitchcock, Intriga Internacional, já que foi filmado com um orçamento menor e rodado em preto e branco pela equipe de sua famosa série de televisão Alfred Hitchcock Presents. O filme foi inicialmente considerado polêmico e recebeu críticas mistas, mas o interesse do público e os excelentes retornos de bilheteria levaram a uma grande reavaliação crítica. Psycho foi indicado a quatro Oscars, incluindo Melhor Diretor para Hitchcock e Melhor Atriz Coadjuvante para Leigh.

Atualmente Psycho é considerado um dos maiores clássicos feitos por Hitchcock,Psycho is the top listed Hitchcock film in The 100 Greatest Movies of All Time by Entertainment Weekly, and the highest Hitchcock film on AFI's 100 Years ... 100 Movies. sendo considerado por muitos o seu trabalho mais famoso. Foi elogiado como uma grande obra de arte cinematográfica por críticos de cinema e estudiosos internacionais devido à sua direção habilidosa, atmosfera tensa, trabalho de câmera impressionante, trilha sonora memorável e performances icônicas. Frequentemente classificado entre os maiores filmes de todos os tempos, Psycho estabeleceu um novo nível de aceitabilidade para violência, comportamento desviante e sexualidade em filmes estadunidenses, e é amplamente considerado um dos primeiros exemplos do gênero de filme de terror.

Após a morte de Alfred Hitchcock em 1980, a Universal Pictures deu início a uma franquia temática: três sequências, um remake, um spin-off feito para a televisão e uma série de televisão ambientada na década de 2010. Em 1992, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos considerou o filme "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo" e o selecionou para preservação no National Film Registry.

Enredo A secretária Marion Crane apropria-se de 40 mil dólares em espécie da imobiliária onde trabalha, em Phoenix (Arizona). Ela é incumbida por seu patrão de depositar este dinheiro na conta dele e depois ir para casa, porém, leva consigo o pacote contendo o dinheiro visando pagar as dívidas de seu amante, certa de que seu crime somente seria percebido após o final de semana. Com pouco mais de dois dias para fugir, Marion sai dirigindo sem destino pelas estradas, quando começa uma tempestade vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da autoestrada.

Lá, é recepcionada por um simpático, mas estranho e tímido rapaz, Norman Bates, Norman convida Marion para comerem um sanduíche com leite em sua casa, sua mãe diz que não quer que ele jante com Mary, porém eles comem em uma saleta ao lado da recepção do motel, onde conversam sobre o relacionamento conturbado de Norman com sua mãe super-protetora. Depois disso, Marion decide tomar um banho, mas é brutalmente esfaqueada supostamente pela mãe de Norman. Preocupada com o desaparecimento da irmã, Lila Crane, faz de tudo para tentar encontrar a então desaparecida Marion, junto com o namorado da mesma, Sam Loomis e o detetive Arbogast. Mas, quando este tenta falar com a mãe de Norman, a própria o assassina com facadas.

Depois, Lila e Sam vão até o xerife da região, Al Chambers, e ficam sabendo que a mãe de Norman estava morta há mais de dez anos. Então, se a mãe de Norman Bates está morta, surge a dúvida sobre quem teria matado Marion. Lila e Sam vão até o motel, e descobrem algo impressionante: Norman Bates assassinou a mãe, mas, para mantê-la viva em sua mente, roubou seu cadáver, e tem dupla personalidade, fala e age como a mãe, quando se interessa por uma mulher sua personalidade de mãe fica com ciúme e mata-a.

Elenco

Anthony Perkins – Norman Bates Janet Leigh – Marion Crane Vera Miles – Lila Crane, irmã de Marion John Gavin – Sam Loomis Martin Balsam – Detetive Arbogast John McIntire – Xerife Al Chambers Simon Oakland – Dr. Fred Richmond Vaughn Taylor – George Lowery, chefe de Marion Frank Albertson – Tom Cassidy, dono do dinheiro Lurene Tuttle – Eliza Chambers, esposa do xerife Pat Hitchcock – colega de trabalho de Marion John Anderson – vendedor Mort Mills – policial

Virginia Gregg, Paul Jasmin e Jeanette Nolan fazem aparições não creditadas como a voz da "mãe" Norma Bates; as três vozes foram usadas de forma intercambiável, exceto para o último discurso, que foi realizado por Gregg.

Produção Desenvolvimento thumb|right|150px|Anthony Perkins, interpreta Norman Bates. Psycho foi feito com base no romance de mesmo nome de 1959 de Robert Bloch, o qual foi vagamente inspirado no caso do assassino e ladrão de túmulos Ed Gein. Tanto Gein, que viveu a apenas 40 milhas de distância de Bloch, quanto o protagonista da história, Norman Bates, eram assassinos solitários em locais rurais isolados. Ambos tiveram mães dominadoras já falecidas, que isolavam os filhos em um quarto em sua casa como um santuário para elas e os vestiam com roupas femininas. No entanto, ao contrário de Bates, Gein não é estritamente considerado um assassino em série, tendo sido acusado de homicídio somente duas vezes. thumb|300px|left|Ambientação do Bates Motel no Universal Studios Lot, apresentando um Ford Custom 300 semelhante ao dirigido por Janet Leigh no filme. Atualmente, este cenário é bastante visitado por turistas nos estúdios da Universal. Peggy Robertson, assistente de longa data de Hitchcock, leu a avaliação positiva de Anthony Boucher do romance de Bloch e decidiu mostrar o livro a seu empregador, mesmo que os roteiristas do estúdio da Paramount Pictures tenham já rejeitado sua premissa para um filme. Hitchcock adquiriu anonimamente os direitos do livro de Bloch, por 9 500 dólares americanos. Em seguida teria ordenado Robertson a comprar todas as cópias impressas do mesmo disponíveis no mercado para preservar surpresas do romance, principalmente seu final.

Hitchcock, que tinha vindo a enfrentar concorrentes do gênero cujas obras foram criticamente comparadas com a sua própria, estava buscando um novo material para se recuperar de dois projetos abortados pela Paramount: "Flamingo Feather" e "No Bail for the Judge". Ele não gostava das demandas salariais das estrelas e confiava apenas em algumas pessoas para escolher o material prospectivo, incluindo Robertson. 300px|thumb|O Bates Motel, agora destacando o sinal luminoso noturno (à esquerda).

Os executivos da Paramount recusaram a proposta de Hitchcock e seu orçamento habitual, devido acharem o conceito de Psycho muito brutal. Em resposta, Hitchcock se ofereceu para filmar de forma rápida e barata em preto e branco usando a equipe de sua série de televisão Alfred Hitchcock Presents. Os executivos da Paramount também rejeitaram esta abordagem custo-consciente, reivindicando seus estágios sonoros que foram reservados, embora a indústria estivesse em uma queda; Hitchcock então convenceu os executivos do estúdio numa reunião através de um acordo onde o diretor iria financiar o projeto para filmá-lo nos estúdios da Universal Pictures usando sua produtora Shamley Productions, com a Paramount ficando responsável apenas pela distribuição do filme. Com um orçamento comparativamente pequeno de cerca de 800 mil dólares americanos, em vez de seu habitual salário de 250 mil como diretor, o próprio Hitchcock propôs uma redução de 60% de sua participação dos lucros de receita do filme. Esta oferta combinada foi aceita e Hitchcock foi adiante apesar das advertências do produtor Herbert Coleman e o executivo Joan Harrison da Shamley Productions.

Roteiro James P. Cavanagh, um escritor da série de TV Alfred Hitchcock Presents, escreveu o primeiro rascunho do roteiro.The Making of Psycho, 1997 documentary directed by Laurent Bouzereau, Universal Studios Home Video, available on selected Psycho DVD releases. Em sua primeira impressão, Hitchcock sentiu que o roteiro caberia mais como um conto de terror para a televisão, através de uma avaliação compartilhada por um assistente. Embora Joseph Stefano tivesse trabalhado em apenas um filme antes, Hitchcock concordou em se encontrar com ele; apesar da inexperiência de Stefano, a reunião correu bem e ele foi contratado.

O roteiro é relativamente fiel ao romance, com algumas mudanças significativas de Hitchcock e Stefano. Stefano achou o personagem de Norman Bates antipático - no livro, ele é de meia-idade, acima do peso e mais abertamente instável - mas ficou mais intrigado quando Hitchcock sugeriu escalar Anthony Perkins. Stefano eliminou o alcoolismo de Bates do livro, assim como o interesse do personagem pelo espiritismo, ocultismo e pornografia.Tangentially mentioned by interviewer of Stefano Joseph Stefano but generally given less attention than the film's omission of Bates' alcoholism and pornography. Hitchcock e Stefano optaram por abrir o filme com uma típica cena da vida de Marion e seguraram a apresentação de Bates até vinte minutos de filme, em vez de abrir com Bates lendo um livro de história como Bloch faz no romance original. Para Stefano, a conversa entre Marion e Norman na saleta do hotel, na qual ela demonstra uma simpatia maternal por ele, permite que o público mude sua simpatia para Norman Bates após o assassinato de Marion. Quando Lila Crane está olhando o quarto de Norman no filme, ela abre um livro com uma capa em branco cujo conteúdo não é visto; no romance, essas são ilustrações "patologicamente pornográficas". Stefano queria dar ao público "indicações de que algo estava muito errado, mas não poderia ser explicado ou exagerado". Em seu livro de conversas com Hitchcock, François Truffaut diz que o romance "trapaceia" por ter longas conversas entre Norman e a "Mãe" e afirma o que a Mãe está "fazendo" em vários momentos.

O primeiro nome da protagonista feminina foi mudado de Mary para Marion porque uma verdadeira Mary Crane existia em Phoenix. Também foi retirado um romance entre Sam e Lila que tinha no livro; Hitchcock preferiu focar a atenção do público na solução do mistério, enquanto Stefano pensou que tal relacionamento faria Sam Loomis parecer supérfluo. Em vez de Sam explicar a patologia de Norman para Lila, o filme usa um psiquiatra. Stefano estava em terapia lidando com seu relacionamento com sua própria mãe enquanto escrevia o roteiro. O romance original é mais violento do que o filme: Marion é decapitada no chuveiro em vez de ser esfaqueada até a morte. Pequenas mudanças incluem a mudança do brinco revelador de Marion encontrado após sua morte para um pedaço de papel que não caiu no vaso sanitário; isso causou uma espécie de "efeito de choque tradicional no cinema" uma vez que os banheiros quase nunca eram vistos nos filmes estadunidenses na década de 1960. O local da morte de Arbogast foi movido do térreo para a escada; Stefano pensou que isso tornaria mais fácil para ocultar a verdade sobre a "Mãe" de Norman sem dar a entender que algo estava sendo escondido. A maneira como o filme foi planejado deu a Hitchcock mais opções de ângulos para utilização das câmeras, segundo Janet Leigh.

Pré-produção