miniaturadaimagem|upright=0.7|Cronômetro digital usado para medir intervalos de tempo. Cronometragem é a medição do intervalo de tempo entre o início e o fim de uma atividade. Pode ser feita manualmente, com uma pessoa acionando um cronômetro, ou por sistemas automáticos. É empregada em experimentos, competições esportivas e estudos de trabalho.
Medição e unidades Para cronometrar uma atividade, é preciso estabelecer quais acontecimentos determinam seu início e seu fim. O instrumento conta o tempo entre esses dois pontos. Também podem ser medidos tempos parciais, como a duração de cada volta de uma corrida, enquanto prossegue a contagem do tempo total.
A unidade de tempo do Sistema Internacional de Unidades é o segundo, de símbolo s. Conforme a duração e a resolução necessárias, as medições podem ser expressas em frações de segundo, minutos ou horas. Unidade Equivalência em segundos Milissegundo 0,001 s Centésimo de segundo 0,01 s Décimo de segundo 0,1 s Minuto 60 s Hora 3.600 s
Em estudos de trabalho também se usam cronômetros com escalas decimais de minuto. Nessas escalas, um centésimo de minuto corresponde a 0,6 s. A divisão decimal facilita a soma dos tempos medidos.
Métodos Cronometragem manual Na cronometragem manual, uma pessoa observa a atividade e aciona os comandos de início e parada. O instrumento pode ter mecanismo mecânico ou eletrônico e mostrador analógico ou digital. Um aparelho digital operado por botões também realiza uma medição manual.
A medição depende do reconhecimento dos acontecimentos e do tempo de reação de quem aciona o cronômetro. O operador pode antecipar o acionamento ou reagir depois do acontecimento. A diferença entre essas respostas no início e no fim afeta o intervalo medido.
Cronometragem automática
Na cronometragem automática, sinais externos acionam o sistema e permitem determinar o instante de chegada ou de conclusão da atividade. Em provas de atletismo, a partida pode iniciar eletronicamente a contagem, enquanto uma câmera de photo finish produz a imagem da chegada, relacionada a uma escala de tempo.
Sistemas de transponderes, frequentemente chamados de chips de cronometragem, permitem detectar a passagem de participantes por pontos do percurso. O dispositivo é levado pelo atleta, e os sensores enviam as leituras ao sistema que calcula e organiza os resultados. Há chips reutilizáveis e descartáveis, inclusive modelos fixados ao número de identificação do participante.
Aplicações Esporte miniaturadaimagem|Sistema de cronometragem automática nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. No atletismo, a cronometragem determina os tempos de chegada e pode registrar passagens intermediárias e voltas. A World Athletics reconhece a medição manual, a cronometragem totalmente automática com photo finish e, em determinadas provas fora do estádio, a medição por transponder.
Nas corridas de pista cronometradas manualmente, os resultados são registrados em décimos de segundo, com arredondamento para o décimo seguinte quando necessário. Um tempo de 10,11 s, por exemplo, é registrado como 10,2 s.
Na medição por transponder, pode-se distinguir o tempo contado desde o sinal de partida daquele contado desde a passagem do próprio atleta pela linha inicial. Nas provas regidas por esse procedimento da World Athletics, o primeiro é o tempo oficial. O segundo pode ser informado ao participante.
A cronometragem eletrônica também é usada em provas de ciclismo. Na natação, painéis de contato instalados na chegada permitem que o toque do nadador encerre a contagem automática. Sistemas de reserva, acionados por oficiais, permitem conferir os resultados e lidar com falhas do equipamento.
Estudo do trabalho Na indústria, a cronometragem é empregada no estudo de tempos e na cronoanálise. A tarefa é dividida em elementos com início e fim definidos, cujas durações são observadas ao longo de ciclos de trabalho. Os resultados ajudam a estabelecer o tempo necessário para realizar uma operação por um método determinado.
O tempo observado é examinado junto com o ritmo de trabalho. Para estabelecer o tempo padrão, também se consideram pausas para necessidades pessoais, recuperação da fadiga e interrupções previstas pelo método de estudo. A tomada de tempos é uma etapa desse processo.
Frederick Winslow Taylor empregou a cronometragem no desenvolvimento da administração científica, dividindo o trabalho em elementos e medindo sua duração. O estudo de tempos foi depois combinado com a análise de movimentos, desenvolvida por Frank Bunker Gilbreth e Lillian Moller Gilbreth.
Incerteza e calibração A quantidade de casas decimais do mostrador informa a resolução do instrumento. A exatidão da medição depende também da base de tempo, das condições de uso e do acionamento. A indicação de centésimos de segundo, por si só, não garante uma medição com incerteza de um centésimo.
A calibração compara o cronômetro com uma referência rastreável. Na comparação direta, o instrumento e a referência são observados durante um intervalo determinado, e a diferença entre suas indicações é avaliada. O tempo de reação do operador precisa entrar no cálculo da incerteza quando o acionamento é manual. Intervalos de comparação mais longos reduzem a participação relativa desse efeito na avaliação da marcha do cronômetro.
Ver também Cronômetro (medidor de tempo), instrumento para medir a duração de atividades. Cronometragem totalmente automática, sistema que determina tempos de provas sem acionamento manual na partida e na chegada. Photo finish, imagem usada para determinar a ordem e os tempos de chegada. Administração científica, sistema de organização do trabalho que empregou estudos de tempos.
Leitura adicional
Ligações externas
Guia de calibração de cronômetros e temporizadores do National Institute of Standards and Technology, em inglês.
Categoria:Medição do tempo