A Basílica de Santa Cruz (em italiano Basilica di Santa Croce) é a principal igreja franciscana em Florença, na Itália, e uma das principais basílicas da Igreja Católica no mundo. Está situada na Piazza di Santa Croce, a leste da basílica de Santa Maria del Fiore. É o lugar onde estão enterrados alguns dos mais ilustres italianos, tais como Michelângelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini, e assim é apelidada de Panteão das Glórias Italianas.

A lenda diz que a igreja foi fundada pelo próprio São Francisco de Assis. A atual igreja foi iniciada em 1294, possivelmente por Arnolfo di Cambio e foi bancada por algumas das famílias mais ricas da cidade. Foi consagrada em 1442 pelo papa Eugênio IV. A vasta estrutura é a maior igreja franciscana do mundo. Suas características mais marcantes são as 16 capelas, muitas delas decoradas com afrescos de Giotto e seus alunos e os monumentos funerários. O campanário foi construído em 1842.

No Primo Chiostro, o principal claustro, encontra-se a Capela Pazzi, construída como uma sala capitular entre 1442 e 1446 e finalmente completada em 1470. Filippo Brunelleschi esteve envolvido em seu projeto.

O Museo dell'Opera di Santa Croce está localizado basicamente no refeitório, fora do claustro. Um monumento a Florence Nightingale está no claustro, na cidade onde ela nasceu e da qual recebeu o nome.

Hoje, o antigo dormitório dos frades franciscanos abriga a Scuola del Cuoio (Escola do Couro). Os visitantes podem ver os artesãos criando carteiras, bolsas e outros objetos que são vendidos na loja adjacente.

Obras de arte right|thumb|260px| Crucifixo de Cimabue.

Os artistas cujas obras estão presentes na Basílica incluem: Benedetto da Maiano (púlpito; portas da Cappella dei Pazzi, com seu irmão, Giuliano) Antonio Canova (monumento a Alfieri) Cimabue (Crucificação, no refeitório) Andrea della Robbia (altar da Cappella Medici) Luca della Robbia (decoração da Cappella dei Pazzi) Desiderio da Settignano (túmulo de Marsuppini; friso da Cappella dei Pazzi) Donatello (relevo da Anunciação na parede sul; crucifixo na Cappella Bardi; St Louis of Toulouse no refeitório, originalmente feito para a Igreja de Orsanmichele) Agnolo Gaddi (afrescos na Cappella Castellani e capela-mor; vidro colorido na capela-mor) Taddeo Gaddi (afrescos na Cappella Baroncelli; Crucificação na sacristia; Última Ceia no refeitório, considerado seu melhor trabalho) Giotto (afrescos na Cappella Peruzzi e Cappella Bardi; possivelmente A Coroação da Virgem, altar da Cappella Baroncelli) Maso di Banco (afrescos na Cappella Bardi di Vernio) mostrando Cenas da Vida de São Silvestre (1335-1338). Henry Moore (estátua de guerreiro na Primo Chiostro) Andrea Orcagna (alguns afrescos no refeitório) Antonio Rossellino (releveo na Madonna del Latte (1478) na ala sul) Bernardo Rossellino (túmulo de Bruni) Santi di Tito (Ceia em Emaús e Ressurreição, altares na ala norte) Giorgio Vasari (túmulo de Michelângelo com esculturas de Valerio Cioli, Iovanni Bandini, e Battista Lorenzi. Caminho para o Calvário pintado por Vasari Domenico Veneziano (São João e São Francisco no refeitório)

Túmulos thumb|right|240px| Monumento em homenagem a Michelângelo, o túmulo fica abaixo, no chão.

Por 500 anos, era costume construir túmulos decorados para os notáveis cidadãos de Florença. Na Basílica estão os túmulos de: Leon Battista Alberti Vittorio Alfieri Luigi Lanzi Lorenzo Bartolini Leonardo Bruni Ugo Foscolo Galileo Giovanni Gentile Lorenzo Ghiberti Niccolò Machiavelli Michelangelo Buonarroti Gioacchino Rossini Guglielmo Marconi

Acidente Em 19 de outubro de 2017, um turista espanhol morreu, quando estava a visitar a Basílica, depois de ser atingido por um pedaço de teto que caiu de uma coluna. O bocado de pedra desprendeu-se, e caiu em cima do homem, de uma altura de 30 metros, que teve morte imediata.

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