Eigenmannia robsoni é uma espécie de esternopigídeo na família Sternopygidae. É encontrada na bacia do Parnaíba, no nordeste do Brasil. Guilherme Moreira Dutra, Telton Pedro Anselmo Ramos and Naércio Aquino Menezes. 2022. Description of Three New Species of Eigenmannia (Gymnotiformes: Sternopygidae) from the rio Mearim and rio Parnaíba basins, Northeastern Brazil. Neotrop Ichthyol. 20(1);e210117. DOI: 10.1590/1982-0224-2021-0117

Taxonomia E. robsoni exibe um corpo amarelo-ouro no dorso que clareia para tons esbranquiçados na metade inferior e na cabeça. Os pontos escuros (melanóforos) concentram-se fortemente na faixa dorsal e em uma mancha bem definida atrás dos olhos, deixando a região da boca e as bochechas limpos. Nota-se ainda uma área escura interna visível por transparência acima da nadadeira peitoral, enquanto a nadadeira anal é completamente hialina (transparente).

E. robsoni tem um comprimento total de 83,8 a 151,8 mm, sendo 110,5 a 207,0 mm até o fim da nadadeira anal, 12,1 a 19,0 mm o comprimento da cabeça e 21,9 a 55,2 mm o comprimento do filamento caudal. O maior espécime examinado media 225.1 mm.

A cabeça é comprimida lateralmente, com maior largura na região opercular, altura máxima na nuca, perfil dorsal convexo e ventral quase reto, terminando em um focinho pontiagudo e boca subterminal. A narina anterior é tubular e fica próxima à ponta da região da boca, enquanto a posterior é arredondada e próxima ao olho, que é pequeno, circular e recoberto por pele, ao passo que o ânus e a papila urogenital mudam de posição com o crescimento do peixe, as membranas branquiais são unidas no istmo e há 12 rastros no primeiro arco branquial. O corpo é revestido por escamas ciclóides pequenas (inclusive na região mid-dorsal), apresentando de 12 a 15 fileiras acima da linha lateral e de 107 a 131 escamas perfuradas até o fim da nadadeira anal (126 no holótipo). Por fim, a nadadeira peitoral possui de 14 a 17 raios com margem distal reta, enquanto a nadadeira anal origina-se na vertical da inserção da peitoral, possui margem levemente convexa e conta com um total de 182 a 228 raios (216 no holótipo).

Etimologia O nome específico "robsoni" é em homenagem a Robson Tamar da Costa Ramos, um ictiólogo que se especializou nos estudos da ecorregião da Caatinga, incluindo a bacia do rio Parnaíba.

Referências

robsoni

Categoria:Peixes endêmicos do Brasil Categoria:Peixes da bacia do Parnaíba