A piriofenona (identificada quimicamente como (5-cloro-2-metoxi-4-metil-3-piridil)(2,3,4-trimetoxi-6-metilfenil)metanona) é um composto orgânico pertencente à classe química das benzofenonas de piridina, funcionando como um fungicida sistémico de largo espetro amplamente utilizado na agricultura moderna. Introduzida pela Ishihara Sangyo Kaisha, Ltd., esta substância destaca-se pela sua eficácia preventiva e curativa, sendo especificamente desenhada para combater patógenos fúngicos da classe Ascomycota, com particular incidência sobre o oídio (Erysiphaceae) em diversas culturas de alto valor comercial, como a vinha, cereais, hortícolas e fruteiras. A sua estrutura molecular única permite uma adesão robusta às superfícies vegetais, garantindo uma proteção prolongada contra a germinação de esporos e a formação de apressórios, o que impede a penetração do fungo nos tecidos da planta hospedeira.https://www.gov.br/anvisa/pt-br/setorregulado/regularizacao/agrotoxicos/monografias/monografias-autorizadas/p/p71-piriofenona.pdfhttps://www3.epa.gov/pesticides/chem_search/ppls/071512-00024-20220816.pdfhttps://www3.epa.gov/pesticides/chem_search/reg_actions/registration/fs_PC-028828_01-Mar-12.pdf

No que concerne ao seu modo de ação bioquímica, a piriofenona atua através da inibição da formação de lesões e do desenvolvimento do micélio, embora o seu alvo molecular exato tenha sido classificado pelo Comité de Ação contra a Resistência aos Fungicidas (Fungicide Resistance Action Committee, FRAC) no Grupo 50. O seu mecanismo principal envolve a interferência na diferenciação celular do fungo, afetando a organização da actina e a manutenção da integridade da parede celular, o que resulta numa interrupção drástica do ciclo de vida do patógeno. Esta característica torna-a uma ferramenta essencial em programas de gestão de resistências, uma vez que não apresenta resistência cruzada com outros fungicidas convencionais, como os triazóis ou as estrobilurinas, permitindo aos agricultores alternar tratamentos e manter a eficácia fitossanitária a longo prazo.https://www.frac.info/media/h2wjmw3h/group-50-b6-metrafenone-pyriophenone-recommendations-august-2021.pdfhttps://pdf.benchchem.com/131/A_Comparative_Analysis_of_Pyriofenone_and_Other_FRAC_Group_50_Fungicides_for_Powdery_Mildew_Control.pdfhttps://www.iskweb.co.jp/eng/products/pdf/pyriofenone.pdf

Do ponto de vista ambiental e toxicológico, a piriofenona apresenta um perfil considerado favorável quando aplicada de acordo com as boas práticas agrícolas, possuindo uma toxicidade aguda baixa para mamíferos, aves e organismos aquáticos. A substância demonstra uma mobilidade moderada no solo e uma degradação biológica que minimiza o risco de acumulação persistente nos ecossistemas ou de lixiviação para águas subterrâneas. A sua formulação comercial permite uma distribuição homogénea e uma resistência notável à lavagem pela chuva, o que maximiza o período de controlo biológico. Devido à sua estabilidade química e eficácia em doses relativamente baixas, a piriofenona consolidou-se como um componente vital na proteção integrada de culturas, contribuindo para a segurança alimentar e para a qualidade estética e sanitária dos produtos agrícolas finais.https://www.belchim.pt/pdf/Tech/Kusabi_TECH.pdf

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