Soneto 97 é um soneto da série de 154 sonetos de Shakespeare. Com os sonetos seguintes, Soneto 98 e Soneto 99, em que o poeta descreve as sensações na separação da pessoa amada.

Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG

Sinopse No soneto 97 temos uma engenhosa simbiose entre o calor erótico que a presença da amada pode trazer ou o frio que a sua ausência provoca, e os efeitos do ciclo das estações na natureza.

Neste primeiro de três sonetos sobre um período de separação da pessoa amada, o poeta recorda a época como um inverno sombrio, embora a estação real tenha sido quente e repleta da abundância da natureza.

Traduções Tradução de Thereza Christina Motta A tradutora, como nas suas outras traduções, procurou fazer uma tradução mais literal, mantendo os 14 versos do original, mas sem se ater a ritmo, métrica ou rima.

Tradução de Milton Lins O tradutor apresentou o soneto em decassílabos, variando ora em pentâmetro iâmbico ora em ritmo de martelo, com anapestos e iambos em sua construção. O esquema rímico seguiu o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.

Tradução de Paulo Camelo O tradutor manteve o pentâmetro iâmbico em toda a feitura do soneto, mantendo-se também no ritmo holístico. O esquema rímico usado foi o mesmo do poeta: ABAB CDCD EFEF GG.

Tradução de José Arantes Júnior Mantendo-se coerente em todas as suas traduções de Shakespeare, o tradutor seguiu o formato de soneto inglês e seu esquema rímico, ABAB CDCD EFEF GG, mas optou por uma apresentação plástica, com 36 caracteres por verso, que lhe dá um visual próprio, quando escrito com fonte monoespaçada, sem se ater a ritmo ou métrica. Acrescentou-lhe um título.

Categoria:Sonetos de William Shakespeare